Não sei o que me acontece...
meus poros se abrem,
mas nao consigo transpirar nem uma gota sequer
minha pele resseca num relaxar intenso
a respiração acelerada
as duas
sinto-o entrar pela minha boca
junto à uma esfera metalica
um gosto de sangue doce
dois corpos se fundem em desejo
duas mentes opostas em vontade
um só sexo
um só genero
Ali repouso
Ali me excito
Ali me deito
Ali me farto
As ondas são como num dia tranquilo de mar
os olhos como dois sois
o sangue... não sei explicar
o corpo rígido e folgado
A alma passa a existir...
Depois a fumaça
a janela e o vento
Desvio o olhar
não consigo encarar
tanto desejo
novamente a fumaça
a janela e o vento
Mais tarde uma vontade
quase insurpotavel de dizer
Eis entao que lhe digo
desejo
a esfera metalica
o doce gosto do sangue
o teu rubro corpo
domingo, 25 de maio de 2008
sábado, 17 de maio de 2008
cicatriz, ele, hífens e ela
Uma cicatriz.
Quase um alto-relevo,
traços definidos
traços rubro-negro.
Ali, diante dele prosta-se a perfeição
lamenta-se por nao se-lô.
Quase um alto-relevo,
traços definidos
traços rubro-negro.
Ali, diante dele prosta-se a perfeição
lamenta-se por nao se-lô.
quinta-feira, 1 de maio de 2008
Ato
Bandinni sente-se inquieto.
Senta- se em frente ao computador, mas nao consegue escrever nem duas linhas para a matéria que ele tinha para entregar na segunda-feira. Anda de um lado para o outro, acende um cigarro, depois outro, à procura de alguma bebida; os armarios todos vazios.
Os sinos da igrejinha acusam ser meia-noite, aquele badalar lhe causa um sensação estranha.
A mesa com seus papeis e copos sujos é lançada violentamente contra o ar.
Um grito para matar o silêncio e um tiro para calar a angustia.
Senta- se em frente ao computador, mas nao consegue escrever nem duas linhas para a matéria que ele tinha para entregar na segunda-feira. Anda de um lado para o outro, acende um cigarro, depois outro, à procura de alguma bebida; os armarios todos vazios.
Os sinos da igrejinha acusam ser meia-noite, aquele badalar lhe causa um sensação estranha.
A mesa com seus papeis e copos sujos é lançada violentamente contra o ar.
Um grito para matar o silêncio e um tiro para calar a angustia.
terça-feira, 29 de abril de 2008
Navegante Negro
Homens vindos do mar
Flagelos...
no porto, no mar
lá estão todos eles
uma infinitude de pontos negros
uma infinitude de traços vermelhos
teus braços movem os mares, os oceanos, as águas e os rios
na proa, bem ao longe, vê tua terra
no teu berço se lança
para nao mais sentir o rubro peso da dor
Flagelos...
no porto, no mar
lá estão todos eles
uma infinitude de pontos negros
uma infinitude de traços vermelhos
teus braços movem os mares, os oceanos, as águas e os rios
na proa, bem ao longe, vê tua terra
no teu berço se lança
para nao mais sentir o rubro peso da dor
Ata me
de olhos fechados corro em direção à lua
sinto a brisa suave da noite sobre meu queixo
o urro do vento nos meus braços
e a liberdade em meus pés
sinto a brisa suave da noite sobre meu queixo
o urro do vento nos meus braços
e a liberdade em meus pés
terça-feira, 8 de abril de 2008
Para ...
Como ousa dividir o que é meu
Aquilo que conquistei
Sou taurino, egoista, egocentrico e o que mais quiser dizer
E nao adimito que dê a outrem aquilo que é meu
já lhe disso isso:
você é meu, e da tua boca monopolio fiz
como ousas dividir o que é meu?
Aquilo que conquistei
Sou taurino, egoista, egocentrico e o que mais quiser dizer
E nao adimito que dê a outrem aquilo que é meu
já lhe disso isso:
você é meu, e da tua boca monopolio fiz
como ousas dividir o que é meu?
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